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CARNE DE PORCO AGORA É SÍMBOLO
DE QUALIDADE
Brasília - Na avaliação dos cientistas, pesquisadores
e professores que estão partcipando do Zootec 2004, VI Congresso
Internacional de Zootecnia e o XIV Congresso Nacional de Zootecnia,
em Brasília, a alta tecnologia está transformando
a suinocultura e trazendo resultados surpreendentes. Para se ter
uma idéia das mudanças, eles agora elevam o suíno à categoria
de indispensável na melhor qualidade de vida do homem. Hoje,
a maioria dos rebanhos no Brasil se desenvolve em locais de total
confinamento, longe das doenças e os animais são
criados sobre o cimento limpo. A higiene é tamanha que o
pêlo cresce branco e a carne do porco adquiriu um tom róseo.
Com isso o consumidor tem à sua disposição
no supermercado carne de excelente qualidade e com elevada garantia
sanitária.
Com o avanço na tecnologia de manejo e produção dos suínos,
a indústria farmacêutica foi a primeira a reconhecer os resultados
e beneficiar o homem com o melhoramento genético. São extraídos
do animal: a heparina (evita a coagulação do sangue); a hemoglobina;
o hormônio da tireóide; válvulas cardíacas; fígado
para transplantes, insulina (provém do pâncreas produzido no suíno)
e outros medicamentos para epilepsia, mal de Parkinson e outras.
A transformação do porco, no Brasil, se deu a partir da década
de 70, com a introdução de raças geneticamente melhoradas
para a produção de carne magra. Segundo o pesquisador e professor
da Universidade Estadual de Maringá, Ivan Moreira, o “porco fez
regime e virou suíno moderno sem gordura”, transformando-se numa
fonte de carne e não de banha. Muito embora seja a carne de porco a
mais consumida no mundo, no Brasil, apesar de barata, ela ocupa a terceira
colocação, com consumo de 13,5 kg per capta ano. A bovina ocupa
o primeiro lugar, com 37kg per capta ano, e a de frango, a segunda, com 32kg
per capta ano. “Cerca de 70% da carne suína é consumida
na forma processada (lingüiça, salchicha etc). Nós queremos
aumentar o consumo no Brasil. Para se ter uma idéia, no mercado alemão
o consumo atinge, em média, 60kg de carne suína por ano, por
cada habitante. Sabemos que há muito espaço para crescer no mercado
brasileiro”, sinalizou Moreira.
A suinocultura brasileira é uma das mais desenvolvidas
do mundo e produz a carne a um dos menores custos. Assim, o Brasil é um
dos grandes competidores no mercado mundial. O professor disse
ainda que este setor brasileiro exporta para a Rússia, Argentina,
Hong Kong, entre outros. “É grande o interesse comercial
por nossa carne no exterior, porque ela é barata e de excelente
qualidade. Nós estávamos exportando bastante para
a Rússia, mas por interferência dos americanos perdemos
um pouco desse mercado, porque eles impuseram várias barreiras
econômicas disfarçadas em sanitárias”,
explicou.
Na suinocultura a grande estrela é a fêmea. Todo
o processo produtivo do “porco light”, por exemplo,
se dá a partir da fêmea. Nela, a ciência centrou
grande número de suas pesquisas, visando o fruto mais importante:
os leitões que ela produzirá. Eles geralmente nascem
com 1,5 kg. As marrãs (como são chamadas as fêmeas
na puberdade), começam a receber alimentação
diferenciada do plantel a partir dos 50kg para crescer com boa
ossatura e apresentar o cio mais rápido. Em um período
compreendido entre 220 a 230 dias, a marrã já atinge
a marca dos 140 quilos, e está pronta para iniciar o processo
reprodutivo, permanecendo em produção por 2 a 3 anos.
Na Suinocultura, cada fêmea produz, em média, 24 suínos
por ano, o que representa um total de 2,4 mil quilos de carne no
mesmo período. A alimentação básica é o
milho e o farelo de soja, o que torna o custo da carne suína
altamente dependente do preço destes alimentos.
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